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Inclusão reversa: aventureiros com e sem deficiência juntos nos esportes de aventura

Praticados ao ar livre e aproximando pessoas da natureza, as modalidades de aventura sempre conquistam novos adeptos que trazem consigo uma dose extra de coragem, disposição e vontade de superar limites do corpo e da mente. Com essa perspectiva parece impossível imaginar pessoas com limitações físicas entre os praticantes de esportes de aventura, não é mesmo? Não é o que diz a proposta de inclusão reversa do projeto Expedições Inclusivas, que desde 2012 realiza inclusão social unindo pessoas não deficientes na realidade daqueles que possuem necessidades especiais. A iniciativa realiza expedições no Brasil e no mundo, além de engajar empresas e pessoas atuantes do turismo de aventura na prática de atividades que incluam deficientes físicos ou visuais.

O desenvolvimento humano é um dos principais ganhos da inclusão reversa nos esportes de aventura. “Na natureza, os aventureiros precisam se adaptar a uma força que não tem controle. A deficiência é parecida. Por isso, quando os praticantes com e sem deficiência aceitam o convite da inclusão reversa, permitem-se ter um novo aprendizado”, reflete Ana Borges, responsável pelas Expedições Inclusivas.

Do ponto de vista de quem não tem deficiência, a convivência permite que os envolvidos reflitam sobre os critérios que utilizam para avaliar a capacidade de alguém. A experiência também gera empatia, já que é possível ver como essas pessoas são como qualquer outro ser humano, realizando as tarefas cotidianas, e se aprende a deslocar o olhar das limitações para os potenciais do outro. “Afinal, onde está escrito que um deficiente visual não pode subir uma montanha ou um cadeirante não pode descer uma corredeira de caiaque?”, questiona Ana.

No Brasil, o turismo inclusivo ou adaptado ainda é um grande desafio social tendo em vista a falta de investimentos público mas, principalmente, a falta de informação de empresas e pessoas quanto ao custo da acessibilidade e conhecimento das limitações de cada deficiência. “O advento das Paralímpiadas no país colaborou muito para o aumento da acessibilidade em locais turísticos tradicionais, pois o Brasil receberia muitos estrangeiros com deficiência e, assim, potenciais turistas querendo conhecer o novo país em que estavam competindo”, comenta Ana. No entanto, o turismo de aventura ainda é menos expressivo por ser considerado de risco, principalmente para pessoas com deficiência. “Brotas e Socorro são locais pioneiros quanto à acessibilidade na aventura, com parques como a Ecoação e o parque Aventurah, que são totalmente preparados para atender pessoas com deficiência. Em Boituva, a empresa Vida Azul de paraquedismo, e em Campinas, a empresa Grade6 Viagens, também têm equipe qualificada para atender esse público. Bonito é um local onde o poder público e as empresas já se organizaram e tornaram acessíveis as principais atrações turísticas locais, como flutuação no rio Sucuri e até a visitação ao abismo Anhumas”, informa a realizadora do projeto.

Qualquer esporte que não impulsione a competição e facilite a convivência pode promover a inclusão reversa. Contudo, além da ausência de infraestrutura, a falta de conhecimento ou mesmo condições financeiras, dificultam o encontro de turistas com deficiência aos demais. “Atualmente, só o projeto Expedições Inclusivas tem essa proposta de juntar esses públicos em busca de uma conscientização de inclusão”, afirma Ana. Algumas ONGs e Institutos já trabalham com atividades de aventura como a canoagem, ciclismo e trekkings. No entanto, a maioria atua diretamente com grupos de pessoas com deficiência, tendo apenas voluntários sem deficiência, que auxiliam nas atividades.

Vai lá

Entre as histórias marcantes da Inclusão Reversa, Ana lembra sobre a expedição de Kilimanjaro, na África.

“Um dos participantes do grupo estava realizando o projeto 7 cumes, que consiste em conquistar as 7 maiores montanhas dos continentes, incluindo o Kilimanjaro. Ele compartilhou com todos que quase desistiu da viagem, pois achava que o deficiente visual, Eduardo Soares, poderia atrapalhar sua expedição. Acabou decidindo ir pela curiosidade de saber como o deficiente visual se comportaria. No decorrer do trajeto, esse participante sofreu com os males da altitude. O deficiente visual já descendo a montanha depois de ter atingido o cume cruzou com esse participante que se encontrava exausto, mas persistia até ser o último a alcançá-lo. Já no hotel, o aventureiro afirmou que foi preconceituoso e que o aprendizado que levava dessa expedição foi sobre ter respeito pelas pessoas, reconhecendo que Eduardo Soares demonstrou ‘uma condição física brutal, determinação e atitude diante do terreno irregular’. Além disso, assumiu que toda essa experiência pôde ser transferida para o dia a dia dele”.

Mais informações sobre a inclusão reversa estão no site do projeto expedicoesinclusivas.com/

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